FAQ

Arrefecedores Evaporativos – Questões Frequentes

Q1) Em quantos ºC pode ser reduzida a temperatura?

A resposta depende sempre das condições climatéricas exteriores, nomeadamente da temperatura e da humidade relativa (HR). Quanto mais quente e seco o clima, maior eficiência vão alcançar os evaporativos. A título de exemplo, num local com 35ºC e 30% HR no exterior consegue-se uma temperatura de 23,5ºC à saída do climatizador evaporativo.

Q2) Nos dias muito quentes estes sistemas funcionam bem?

Sim. Ao contrário dos ar-condicionados ou dos chillers, é nos dias mais quentes que os evaporativos conseguem maior eficiência. Isto ocorre porque nesses dias os valores de humidade relativa (HR) são baixos, aumentando o índice de evaporação da água. Como tal, os bioclimatizadores alcançam um maior diferencial entre a temperatura exterior e a temperatura de insuflação.

Pelo contrário, os equipamentos de refrigeração convencionais perdem eficiência nos dias muito quentes. De facto, aumenta o seu consumo energético e diminui imenso a capacidade de arrefecimento.

Outra desvantagem é que os equipamentos convencionais secam ainda mais o ar, tornando-o desagradável para as vias respiratórias. Já os arrefecedores evaporativos estabilizam a HR para níveis mais saudáveis e que promovem o bem-estar dos ocupantes.

DRD - Arrefecimento de Adegas
Q3) Os bioclimatizadores evaporativos são adequados para climas húmidos?

Quanto mais húmido o clima, menor será a capacidade de arrefecimento dos bioclimatizadores. Todavia, há que ter em conta a diferença de temperatura entre o exterior e o interior de um edifício.

A nível industrial, a geração de calor no interior de um edifício faz com que se alcancem temperaturas superiores às do exterior. Noutros casos, os materiais de construção podem promover o efeito estufa, fazendo com que o calor fique estagnado no interior dos edifícios.

Como tal, mesmo em climas húmidos pode conseguir-se a redução notória da temperatura interior de um edifício. Adicionalmente, a ventilação de ar fresco, novo e limpo gera maior conforto e bem estar para os ocupantes.

Q4) O arrefecimento evaporativo aumenta a percentagem de humidade relativa?

Sim, haverá um aumento ligeiro da humidade relativa (HR). No entanto, esse aumento não será relevante se houver portas e janelas abertas, ou se a instalação dispuser de sistemas de extração de ar.

A generalidade dos problemas de humidade estará relacionada com o desequilíbrio entre o ar que entra e o ar que sai da instalação. Nos locais onde o ar circule adequadamente a percentagem de HR rondará 55% a 60% – o ideal para o bem estar das vias respiratórias. Assim, os utilizadores sentirão apenas uma brisa fresca e agradável, sem a sensação de excesso de humidade.

Q5) A utilização de climatizadores evaporativos permite ter portas e janelas abertas?

Sim. Ao contrário do ar condicionado convencional, os sistemas de arrefecimento evaporativo podem funcionar com os acessos abertos, sejam portas, janelas, grelhas de sobrepressão, ou outros.

Ademais, o bom funcionamento destes sistemas exige que o ar possa sair para o exterior. Como tal, nas situações em que não seja possível ter os acessos abertos, devem ser instalados sistemas de extração de ar. Desse modo, garante-se que o ar quente é evacuado do edifício e substituído pelo ar fresco introduzido pelos bioclimatizadores.

Q6) Qual o consumo de água dos bioclimatizadores?

O consumo de água depende das condições climatéricas exteriores, nomeadamente da temperatura e da humidade relativa. Quanto mais quente e seco o clima, maior será o consumo de água, mas também a capacidade de refrigeração.

A título de exemplo, o consumo médio de uma unidade BIO-18 ronda 5m3 no final de um mês de funcionamento (22 dias, 8 horas por dia), o que representa um custo de somente 10€ a 15€.

Q7) A temperatura da água influencia o rendimento?

Não. Ensaios realizados pela Biocool demonstram que ao fornecer água gelada aos arrefecedores evaporativos não se verifica o aumento do rendimento. Como tal, não recomendamos o investimento em soluções destinadas a diminuir a temperatura da água a utilizar nestes equipamentos.

Q8) O aumento da espessura dos favos evaporativos incrementa a capacidade de arrefecimento?

Não. Na verdade, os testes realizados pela Biocool demonstram que o aumento da espessura dos favos evaporativos pode até ser desvantajosa.

Ensaios com favos evaporativos de 120mm de espessura (ao invés dos habituais 100mm) concluíram que embora se consiga uma maior eficiência de saturação (91% vs 87%), também se regista uma maior perda de carga e redução no caudal do equipamento. Consequentemente, foi originada uma diminuição capacidade de arrefecimento global.

Q9) Os evaporativos necessitam de manutenção?

Sim, tal como qualquer outro sistema de climatização. Todavia, a manutenção dos nossos bioclimatizadores é simples e económica, em função dos automatismos que os equipam: válvula de drenagem automática e programável, pré-filtros, comporta de fecho automático, entre outros.

Embora a manutenção dependa do número de horas de funcionamento, deve ser realizada pelo menos uma intervenção anual para limpeza e verificação dos diversos componentes. Estes trabalhos devem ser efectuados apenas por profissionais, respeitando as normas de segurança.

Q10) Existe o risco de os arrefecedores evaporativos originarem surtos de Legionella?

Os nossos evaporativos estão certificados como incapazes de gerar aerossóis, desde que devidamente mantidos. Como tal, não podem ser considerados propensos a gerarem contaminações por Legionella (como as torres de arrefecimento ou os condensadores evaporativos).

De facto, os bioclmatizadores arrefecem por contacto e não por pulverização, sendo que a água utilizada nunca é mantida estagnada. Ademais, os Biocool são equipados com mecanismos de desinfeção da água, nomeadamente o ozonificador (de série) ou a lâmpada ultravioleta (opcional). Assim, é garantida a melhor qualidade da água para os clientes mais exigentes.

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